De que vale esse interesse?
Todos só querem água,
águas de qualquer coisa...
De que vale esse interesse?
Todos só querem água!
Quem almeja outra coisa?
Tudo isso é sede.
Explicação de outros sentimentos
é pura mentira!
No fundo
(do poço)
todos tem sede.
Sede de viver,
sede de ser livre...
E quem é livre?
Até a poesia tem palavras comedidas,
com medidas,
extensões,
gráficos,
vírgulas,
regras...
Gente,
tudo isso é sede.
Também estou com sede,
salivando com uma pitada de alegria
por ter palavras que não precisam
de vozes para informarem.
Só olhos analfabetos!
No fundo, é sede.
Todos só querem água.
Até Cristo teve sede.
Repito:
Explicação de outros sentimentos
é pura mentira!
No fundo
(do poço)
todos tem sede.
Água, venha banhar-nos!
Somos humanos erosivos,
pedregosos.
Mate a sede desse peso morto,
absorto
no supérfluo,
de costas para o céu,
de barriga para cima,
de frente para o nada.
Mate a sede-fênix
que é imortal
até o último suspiro da secura.
Deixe molhada a loucura,
feliz por patrocinar
alguns felizardos
que não entendem
o que não merece ser entendido.
Redescubro-me em Janeiro
e não me entendo amanhã!
Encontro-me
na sede de viver,
sede de ser livre...
E quem é livre?
Qualquer calibre
de vida
se limita
em sede.
Todos só querem água.
Água, codinome chave,
laureada augusta,
aclamada, Ave!
Diego Schaun – 18 de Fevereiro de 2011
Obrigada, Diego ;)
ResponderExcluir"No fundo, é sede.
ResponderExcluirTodos só querem água"
Sede de paz, sede de justiça, sede de amor, sede de vida... Sim todos só querem água, cada um com sua sede... cada um que necessita de sua "própria água". Como sempre, belo poema! Bem colocada cada palavra. Sinto tanto orgulho de você meu poeta favorito! Parabéns!
Bjussss
Bebamos, então, Diego, para que os nossos sonhos não enferrugem. Abraços
ResponderExcluirOlá Diego!
ResponderExcluirNossa, adorei a trilha do seu blog!!
Obrigada pela sua visita viu?
Grande abraço.
Olá Diego, vim retribuir a visita!
ResponderExcluirTodos temos "sede" de algo, não? Seus versos são bem profundos, você deve ser uma pessoa dotada de grande sensibilidade.
Um grande abraço,
Adri
Olá, Diego.
ResponderExcluirE eu venho matar a minha sede de boa poesia... dessa que sempre encontro por aqui! :)
Adorei seus versos, mas esse mexeu de forma especial comigo: "Só olhos analfabetos!"
Perfeito!
Beijos e ótimo fim de semana pra vc!
Água. Pura, verdadeira. Para sempre essencial.
ResponderExcluirLembrei de um poema meu... Fome...
ResponderExcluirFome e sede andam juntas, no campo das necessidades básicas... Mas alguns, conseguem perceber que além de comida e água, temos outras necessidades...
Como disse Guimarães Rosa, "o amor é sede, depois de ter bebido".
Parabéns Pelo escrito Dieguinho!!
Abraços!!!
Nossa! texto muito bom! Além disso, parabéns pela escolha da trilha do blog! muito boa!
ResponderExcluirAcho que de certa forma todos nós temos sede, mas saciá-la nem sempre é uma possibilidade. Grande abraço
ResponderExcluirAdorei essa musica do blog. E seus versos sempre me inspiram...
ResponderExcluirÊh Diegão, show rapaz...
ResponderExcluirÁgua, fonte de tudo...
Mata sede,
dá vida ao mundo.
Abraços cara!!!
Aompanhando-te sempre!
Diego
ResponderExcluirNo primeiro aniversário do meu blog, saiba que seu estímulo alimenta minha poesia.
Agradeço seu valioso incentivo.
Conte com meu carinho.
Fátima Guerra.
Diego estou conhecendo seu blog hoje.
ResponderExcluirE amei de coração seus poemas cada um mais lindo que o outro.
Vou deixar meu email para você .
Caso você aceitar um presente livro de ouro do poeta mando para você é pequeno feito para colocar no cantinho do blog.
Sou amiga da Fatima Guerra.
Um lindo dia beijos,Evanir.
http://aviagem1.blogspot.com/
E www.fonte-amor.zip.net
meu email
evanir_garcia@hotmail.com
"Água" mata a sede de quem lê, mata a sede de Poesia
ResponderExcluirbeijos
Diego,belo poema!
ResponderExcluirVim matar a sede do belo.
Beijo.
isa.